A Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher (COMDPDM), vereadora Professora Jacqueline (PHS) vai realizar, na tarde desta quarta-feira (6), audiência pública para tratar os diversos tipos de violência contra a mulher, com profissionais da área, disse a presidente da comissão, vereadora professora Jacqueline (PHS), durante pronunciamento na tribuna nesta quarta.

As discussões serão realizadas às 14h, na Sala de Comissões em apoio à campanha ‘Laço Branco’, em alusão ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, dia 6 de dezembro.

“O objetivo do debate é discutir orientações às mulheres vítimas de violência, assim como, incentivar o empoderamento feminino para romper o ciclo de violência que atinge as mulheres. Para tanto, precisamos unir forças”, disse a Jacqueline.

Para os debates sobre os variados tipos de violência como a física, sexual, financeira, patrimonial e psicologia, estarão presentes a titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, Débora Mafra, a Educadora Financeira, Glauce Galúcio e a psicóloga, Katherine Benevides.

Ainda na tribuna, a parlamentar ressaltou a Lei nº 1.751, de 31 de julho de 2013, de autoria dela, que institui o dia 06 de dezembro como o “Dia Municipal de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. “Precisamos rever essa questão do machismo e a diferença de gênero. Queremos divulgar por meio de audiência pública os tipos de violência contra a mulher, que fica marcado dentro da mulher deixando a mesma ainda mais depressiva”, completou a vereadora.

Sobre a Campanha

A Campanha Brasileira do Laço Branco tem como objetivo sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a equidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

O movimento surgiu a partir de um triste episódio. No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Montreal, Canadá. Ele ordenou que os homens (aproximadamente 48) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres e começou a atirar assassinando 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.

O crime mobilizou a opinião pública de todo o país. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.

Atividades

A Campanha do Laço Branco realiza diferentes atividades para envolver os homens nas ações pelo fim da violência sexista, para isso utiliza estratégias de comunicação em rede e sensibilizações comunitárias, sobretudo com jovens do sexo masculino. Suas ações são desenvolvidas em parceria com diferentes instituições, particularmente organizações do Movimento de Mulheres.

 

Texto: Valdete Araújo-Dircom/CMM

Foto: Alfran Leão - Dircom/CMM


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