SEDES DA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS

A sessão de instalação da Câmara Municipal de Manaus, em 1833, aconteceu no prédio da antiga Fábrica Imperial, fábrica de panos de algodão e seda.

Em 1884, a Companhia de Navegação da Amazônia mandou construir um prédio com o intuito de instalar seu escritório na cidade de Manaus, na rua Municipal (Av. Sete de Setembro). No entanto, a Companhia desistiu de seu objetivo inicial e vendeu o local para a Câmara Municipal de Manaus, a qual finalizou a obra e instalou a sede do Poder Legislativo Municipal. O prédio recebeu o nome de Paço Manoel Gonçalves Loureiro Filho, com o fito de prestar uma homenagem ao primeiro Presidente da Câmara Municipal.

Mas, em 1917, o prédio foi cedido ao Governo do Estado por meio de um contrato de comodato com duração de 50 anos, e sem ônus para os cofres públicos, salvo as despesas com manutenção, reparos e limpeza. No local, o gabinete do governador e suas secretarias foram instalados. Alguns anos depois, o prédio abrigou, simultaneamente, as Escolas Estaduais Marechal Hermes (durante o dia) e Sólon de Lucena (à noite).

No período compreendido entre os anos de 1947 a 1974, a Câmara funcionou no prédio da Prefeitura (Paço da Liberdade). O imóvel havia sido comprado pelo Governo do Estado em 1880 e, em 17 de abril de 1917, passou ao domínio do Executivo Municipal. A Câmara funcionava no salão do lado esquerdo de quem entra no prédio e em mais duas salas contíguas.

Somente em 1974, o Governo do Estado devolveu o prédio da Av. Sete de Setembro, após várias solicitações feitas pelo então Presidente da Câmara, vereador Aloísio Rodrigues de Oliveira. O imóvel foi devolvido oficialmente ao prefeito Frank Abrahim Lima, que ordenou, de imediato, a reforma e a adaptação do prédio para abrigar os onze vereadores da 7.ª Legislatura.

Apesar de ter mantido o desenho arquitetônico externo, o prédio, internamente, ganhou novos espaços. No plenário, dez mesas de madeira escura foram dispostas em forma oval pelas laterais e, no centro, foi colocada uma mesa retangular com sete lugares, com o propósito de acomodar dois taquígrafos, um redator e jornalistas. O Presidente passou a ocupar o lugar mais alto do plenário, onde havia uma grande mesa e que lhe possibilitava uma ampla visão do ambiente.

Uma nova reforma do prédio ocorreu em 1982, com o objetivo de abrigar os vinte e um vereadores. Como a reforma demorou aproximadamente dez meses, os trabalhos legislativos foram transferidos para o Palacete Silvério Nery, localizado na Av. Joaquim Nabuco, n. 275, Centro.

Na gestão do ex-Presidente Carrel Ypiranga Benevides (1985-1986), o prédio da Av. Sete de Setembro passou por mais uma reforma, a qual tinha como objetivo criar novos espaços internos para acolher, da melhor forma, os gabinetes dos vinte e um vereadores. Para isso, o pé-direito original foi rebaixado, o que possibilitou a introdução de um novo andar sem a necessidade de elevação do telhado. Escadas foram construídas nas laterais do hall da porta principal para permitir o acesso aos novos espaços criados.

Em 1989, o plenário Adriano Jorge sofreu novas modificações na disposição de mesas e cadeiras destinadas aos vereadores. O objetivo era possibilitar o acesso de pessoas com deficiência física, uma vez que fora eleito o vereador Manuel Marçal de Araújo, que era paraplégico. O piso recebeu rampas para eliminar os degraus e foi coberto com borracha antiderrapante, a mesma aplicada no corredor de acesso ao gabinete do citado parlamentar. Do lado de fora do prédio, pela Rua Visconde de Mauá, foi construída uma rampa. No hall de acesso ao plenário, as paredes receberam corrimão de alumínio e a porta foi adaptada para correr em trilhos, permitindo uma maior abertura e ampliação do espaço para dar passagem à cama de rodas do vereador Marçal.

Em 6 de março de 1989, parte do teto de gesso do plenário desabou. O então Presidente do Legislativo Municipal, vereador Edvar Martins, mudou provisoriamente o plenário e os setores de apoio, como taquigrafia, secretaria e outros, para a Rua José Paranaguá, no prédio onde funcionava o Conselho Estadual de Educação. Dias depois, as sessões da Câmara passaram a ocorrer no Grupo Escolar José Paranaguá, voltando ao prédio da Av. Sete de Setembro somente no dia 27 de março daquele ano.

Na gestão do vereador Omar Aziz (1993-1994), o prédio foi reformado novamente, com o intuito de abrigar os trinta e três vereadores. Criou-se um novo pavimento para abrigar dez novos gabinetes.

Após vistoria feita pelo Corpo de Bombeiros e pelo CREA, em 1999, a sede do Legislativo Municipal passou por mais uma reforma. Durante esse período, as atividades legislativas aconteceram no plenário da Assembleia Legislativa do Estado

Após cinco anos, durante a gestão do vereador Luiz Alberto Carijó, o prédio passou por pequenas reformas com a finalidade de acomodar melhor os vereadores. Além disso, foi aprovada a construção de uma nova sede para o Poder Legislativo Municipal. Inicialmente, o projeto desenvolvido pelos arquitetos José Henrique B. Rodrigues e José Asclepíades de J. R. Souza, contemplava três estruturas básicas: urbanização e jardins, prédio do plenário, prédio da administração e gabinetes dos vereadores. A nova sede teve a pedra fundamental de construção lançada no bairro de São Raimundo, já na administração do vereador Paulo Nasser.

As obras da nova sede do Legislativo Municipal ficaram prontas em 2006 e inaugurada em dezembro daquele ano, já na gestão do vereador Chico Preto. O novo prédio foi construído visando a oferecer melhores condições de trabalho aos vereadores e funcionários e a melhorar o acesso da população, além de oferecer maior segurança a todos que a frequentam diariamente. O imóvel abriga o plenário Adriano Jorge, os setores relacionados às áreas administrativas e legislativas, além do departamento de saúde, a Escola do Legislativo Vereadora Léa Alencar Antony, a biblioteca Ivaneide Chaves de Araújo, os gabinetes dos vereadores (41 no total), o Memorial Carlos Zamith e a Sala de Cinema Silvino Santos.