A Tribuna Popular realizada hoje, 25, na Câmara Municipal requerida pelo vereador Arlindo Júnior (PMDB), referente à desapropriação dos moradores do Monte Sião e Bairro Novo, localizados nas margens do Igarapé Mindú, pela prefeitura, atraiu a atenção dos vereadores da Casa que apontaram erros da ação do Poder Executivo, manifestaram preocupação e apontaram soluções para o impasse.
"O ideal seria que a prefeitura tivesse construído bairros, com saneamento e casas dignas de moradia, para somente depois desabrigar estas famílias", disse a vereadora Lúcia Antony (PCdoB).
Para o vereador Elias Emanuel (PSB), a responsabilidade não pode ser atribuída apenas à Prefeitura de Manaus. "O grande problema é que a maioria das casas e terrenos da cidade não possui habite-se, e sem este documento a Caixa Econômica Federal (CEF), que é a financiadora do projeto, fica impossibilitada de liberar a verba", explicou o vereador.
Na opinião do vereador Dr. Gomes (PP), a responsabilidade pela situação que considera "humilhante" das 2.880 famílias que serão transferidas pela prefeitura por conta do projeto de recuperação do Mindú e que estão com dificuldades de encontrar moradia, vai além da esfera municipal. "A culpa é do Ministério das Cidades que adotou uma política de gabinete, insensível e intransigente. Eles facilitam a posse da terra, mas não liberam o habite-se", explicou.
O vereador citou a posição do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) parceiro do governo estadual no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) como exemplo a ser seguido. "Por incrível que pareça um banco internacional teve mais sensibilidade com a situação do que o governo federal. Pois, eles não exigem a apresentação habite-se da propriedade para efetuar a compra do imóvel", disse.
Por conta dessa situação, o vereador Gilmar Nascimento (PSB) fez um pedido ao proponente da Tribuna, Arlindo Júnior, para que interceda junto ao governador Eduardo Braga (PMDB) em favor das famílias. "Já que existe esta facilidade de aquisição de imóvel sem a necessidade do habite-se por parte do Prosamim, seria uma grande colaboração do senhor com essas pessoas se procurasse uma solução com o governo estadual", pediu.
Arlindo Jr. se comprometeu em levar a reivindicação ao governador Eduardo Braga.