William Alemão critica gestão do festival ‘Passo a Paço’ e denuncia desvalorização de artistas locais

Vereador discursou na tribuna da Câmara em defesa das atrações locais

O vereador William Alemão (Cidadania) durante pronunciamento, nesta segunda-feira (02/09), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), pontuou que o Executivo Municipal, por meio do festival “Sou Manaus Passo a Paço”, desrespeita e desvaloriza os artistas locais. Ainda segundo Alemão, há um tratamento desigual dado aos artistas locais em comparação aos artistas nacionais e internacionais.

Conforme o parlamentar, enquanto as grandes atrações de fora recebem cachês vultuosos e contratos assinados antecipadamente, os artistas locais são deixados à margem, sem contratos formais e com promessas de pagamento apenas 60 dias após o evento.

“Nenhuma atração nacional sai de casa sem contrato assinado e 50% do cachê. Então por que o artista local não pode ser valorizado do mesmo jeito? Respeitado do mesmo jeito?”, questionou o parlamentar.

O vereador também chamou a atenção para o fato de que, apesar do Passo a Paço ser divulgado como um evento que valoriza a cultura local, a prática demonstra o contrário. Ele criticou a falta de visibilidade dos artistas manauenses, na divulgação do festival. Segundo ele, os nomes e fotos das atrações locais estão ausentes, enquanto as atrações nacionais e internacionais recebem ampla publicidade.

“Nos outdoors espalhados pela cidade eu não vi a foto de um artista local”, lamentou.

Alemão também expressou preocupação com a falta de transparência na gestão financeira do evento. Ele cobrou a apresentação dos contratos firmados com os artistas e criticou a prefeitura por não seguir as normas que exigem a emissão de nota fiscal e o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para todos os eventos realizados na cidade.

“A lei municipal é desrespeitada pelo município porque todo evento que acontece na cidade de Manaus você precisa de nota fiscal do artista para recolher o ISS. Todos, sem exceção. Mas a Prefeitura de Manaus não precisa, pelo que ela deixa claro”, denunciou Alemão.

Além disso, o vereador relembrou problemas enfrentados por permissionários na edição anterior do Passo a Paço, que segundo Alemão, muitos pagaram altos valores por barracas e não conseguiram sequer recuperar o investimento. Ele questionou se a administração municipal havia aprendido com esses erros ou se eles se repetiram na edição de 2024.

“Será que pelo menos isso eles aprenderam? Pelo menos isso?”, indagou.

Apesar das críticas, William Alemão reforçou que não é contrário ao evento em si, mas que defende sua realização de forma justa e transparente, garantindo o devido reconhecimento e pagamento aos artistas locais.

“Eu sou a favor do evento. Mas que ele aconteça de forma transparente”, concluiu.

Texto – Assessoria de Comunicação do vereador
Foto – Mauro Pereira – Dicom/CMM

 

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