Os impactos da estiagem no comércio de Manaus, como a preservação e geração de empregos, além da questão tributária, foram destacados pelo vereador William Alemão (Cidadania), durante a Tribuna Popular sobre a seca severa prevista para 2024, realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nessa quarta-feira (03/07), proposta pelo vereador Lissandro Breval (Progressistas).
Em meio aos desafios logísticos e operacionais, impostos pelo fenômeno natural em 2023, apresentados pelos presidentes da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota; e da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Pinheiro, respectivamente, William Alemão salientou a necessidade da Casa Legislativa discutir ações e soluções que possam ser apresentadas ao Executivo Municipal, para que de alguma forma auxiliem o comércio, assegurando empregos, a geração de renda, além do abastecimento de mercadorias.
“O comércio no Brasil, em especial o de Manaus, não está atravessando um bom momento. O Centro, principalmente, vive um verdadeiro banzeiro no meio do Rio Negro. Ninguém sabe mais de onde vem a onda, mas ela chega e dá vácuos, o que é preocupante”, comentou William.
Ainda segundo ele, uma outra tribuna sobre o tema poderia ser realizada pela CMM, tendo como convidados secretários estaduais e municipais, para informar quais medidas estão sendo adotadas, para evitar que o setor seja prejudicado igual ao ano passado, tanto na questão logística quanto tributária.
“Se a mercadoria chega em Manaus em um prazo de 45, 50, 60, 75 dias, devido à estiagem, e o imposto deve ser pago em um prazo de 30 dias, o fluxo de caixa já está comprometido”, comentou William, se referindo aos relatos feitos por Aderson Frota.
Conforme Aderson, apesar de toda uma engenharia logística, para garantir que as mercadorias chegassem a Manaus, os comerciantes tiveram que pagar impostos dentro do prazo, mesmo não tendo recebido os seus produtos para serem comercializados, repondo o investimento, e ficando descapitalizados.
Referência – Dados apresentados pelo presidente da Fecomércio durante a tribuna popular, dão conta de que o comércio no Amazonas, responde por 47% do PIB (Produto Interno Bruto); 61% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços); além de empregar 70% da mão de obra, o equivalente a 370 mil carteiras assinadas.
Texto: Assessoria de Comunicação do vereador
Foto: Mauro Pereira – Dicom/CMM







