Lei de Sérgio Baré cria serviço de fisioterapia para mulheres mastectomizadas em Manaus

Sancionada em março de 2026, medida descentraliza atendimento antes restrito à Fcecon e abre caminho para concursos na área de reabilitação oncológica

Lei de autoria do parlamentar visa à prevenção e à redução de sequelas decorrentes do processo cirúrgico, como linfedemas e restrições de mobilidade. - Foto: Cleuton Silva/Dicom

As mulheres que passaram por cirurgias de mastectomia em Manaus agora possuem o direito garantido por lei ao atendimento fisioterapêutico de reabilitação na rede municipal de saúde. A Lei 3614/2026, de autoria do vereador Sérgio Baré (PRD) e sancionada pelo Poder Executivo na última quarta-feira (11 de março), visa à prevenção e à redução de sequelas decorrentes do processo cirúrgico, como linfedemas e restrições de mobilidade.

Até então, o tratamento especializado era oferecido majoritariamente na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (Fcecon), que mantém o serviço focado em pacientes internados. Com a nova legislação, o município passa a ter a obrigação de ofertar esse cuidado por meio de suas policlínicas e unidades especializadas, universalizando o acesso que, anteriormente, muitas vezes dependia de custeio particular.

A principal motivação do projeto, segundo o autor da proposta, foi eliminar a barreira do acesso especializado para mulheres que recebem alta hospitalar, mas necessitam de acompanhamento contínuo.

“A falta de acesso a um cuidado especializado e o alto custo do atendimento particular eram os maiores obstáculos para essas mulheres. O projeto prevê que o município garanta um cuidado técnico e humano a esse público”, afirmou o parlamentar responsável pela iniciativa.

Além de garantir a assistência direta, a Lei 3614/2026 cria um novo horizonte para a gestão de pessoal na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O texto abre a possibilidade para a realização de concursos públicos destinados especificamente ao cargo de especialista em fisioterapia de reabilitação oncológica.

A implementação da medida deve ocorrer de forma gradual, com a estruturação de salas de reabilitação nas policlínicas municipais. A expectativa é que a descentralização reduza a fila de espera na Fcecon e garanta que as pacientes possam realizar o tratamento mais próximo de suas residências.

Texto: Carol Veras (assessoria de imprensa do parlamentar) 

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