Rodrigo Guedes denuncia que empresa de contrato de R$ 7,5 milhões para passarela é de sogro da presidente do FMS

Vereador questiona contrato e pede esclarecimentos sobre obra da passarela

Vereador questiona contrato e pede esclarecimentos sobre obra da passarela. - Foto: Kelvin Dinelli/Assessoria

O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) denunciou que a empresa contratada para reconstruir a passarela da Torquato Tapajós, a N.J. Construções, Navegação e Materiais Ltda., pelo valor de R$ 7,5 milhões, pertence ao sogro da presidente do Fundo Manaus Solidária (FMS), Vivi Lira, e que o responsável pela obra é o marido da chefe do órgão.

Nesta semana, Guedes também denunciou que, apesar de a empresa N.J. Construções, Navegação e Materiais Ltda. ter sido contratada por R$ 7,5 milhões, quem estaria executando a obra são os servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

Agora, o possível contrato fantasma ganha mais um capítulo, a empresa pertence ao sogro de Vivi Lira, presidente do Fundo Manaus Solidária, que é o órgão estratégico da Prefeitura de Manaus. Além disso, o responsável técnico da obra é João Batista Lira de Oliveira Júnior, marido de Vivi Lira.

Outra suspeita de irregularidade é que o contrato n° 010/2025, citado na placa da obra, tem valor de R$ 14 milhões e a obra da passarela é de R$ 7,5 milhões, ou seja, há valores distintos, e no objeto do contrato que está no Diário Oficial do Município não há menção à construção de passarela.

“Após denunciar esse assunto, recebi uma dezena de denúncias de que a Seminf tem realizado obras com a estrutura da secretaria, mesmo havendo empresas contratadas para isso. Por isso, os distritos de obras vivem sem materiais para serviços básicos de infraestrutura. Vou cobrar respostas já, pois isso é inaceitável e ilegal”, garantiu.

Nesta segunda-feira (9 de março), o vereador informou que apresentará requerimento de informações para obter a cópia integral do contrato e todas as informações referentes à obra, à empresa e aos envolvidos. Guedes também deve ingressar com denúncia no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado.

Texto: Beatriz Araújo (assessoria de imprensa do parlamentar)

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